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Pelourinho de Belmonte (actual) e antigo pelourinho.
 

    O actual pelourinho de Belmonte está situado na Praça da República, destacando-se no centro da praça, praça essa delimitada por dois edifícios, um dos quais a antiga Casa da Câmara com uma pequena torre sineira quadrangular. Este pelourinho não é o original mas sim uma reconstituição moderna que não foi precedida de qualquer estudo prévio ou investigação, pese embora o facto de usar alguns elementos do pelourinho original.

 História

    Não se sabe ao certo quando terá sido construído o pelourinho de Belmonte. A história política e jurisdicional de Belmonte começa na época romana, talvez integrando um castro preexistente. Em 1199 dá-se a concessão da carta de foral a Belmonte por D. Sancho I e a hipotética reedificação do castelo. Nesta altura terá sido edificada a picota de Belmonte cujas peças mais tarde teria sido reaproveitadas para o pelourinho de Belmonte.

    Já no Séc. XIII, o foral é confirmado por D. Dinis que terá mandado reedificar o castelo. No Séc. XVI, mais concretamente em 1510 dá-se uma nova concessão de carta foral por D. Manuel, efectuando-se na ocasião nova campanha de obras no castelo.

    O pelourinho de Belmonte viria a ser destruído em 1885 no âmbito da regularização do largo, e apresentava soco de quatro degraus, coluna octogonal e escudo. Alguns dos materiais terão sido parcialmente reaproveitados na torre do relógio e em construções particulares. Em 1975 encontravam-se as pedras do primitivo pelourinho em frente à antiga Câmara, na Praça da República. 

    O pelourinho viria a ser "reconstituído" em 1986 com reutilização das peças originais da coluna. Actualmente ainda se podem ver algumas peças do antigo pelourinho no Castelo de Belmonte.

 Descrição

    Trata-se de um pelourinho revivalista do tipo heráldico. Soco constituído por três degraus octogonais, sustenta uma coluna de fuste igualmente octogonal, composto por cinco tambores, e com base quadrangular chanfrada nos ângulos decorados com esferas. Desprovido de capitel, o tambor superior, de maior diâmetro, serve de remate. Integra escudo com as armas concelhias (brasão já utilizado pelos Cabrais), em forma de prensa enquadrado por moldura rectangular e encimado por coroa real. 

    É uma reconstrução novecentista, com o fuste constituído por várias peças e desprovido de capitel ou remate autónomo. A peça heráldica é adossada directamente à parte superior do fuste.

 

 Bibliografia

    CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos Demolidos, Lisboa, 1935; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; DIAS, Jaime Lopes, Pelourinhos e Forcas do Distrito de Castelo Branco, Vila Nova de Famalicão, 1935; AZEVEDO, Correia de, Terras com Foral ou Pelourinhos das Províncias do Minho, Trás-Os-Montes e Beiras, Porto, 1967; CHAVES, Luís, E o Pelourinho de Belmonte, in Beira Baixa, n.º 1623, Castelo Branco, 1968; TAVARES, Joaquim Cardoso; MARQUES, Manuel, Subsídios para uma Monografia da Vila de Belmonte, Belmonte, s.d.; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral, Lisboa, 1997; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco, Viseu, 2000.

    

IIP, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933
Afecto à Autarquia Local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933 
Nº IPA : 0501010004

Para saber mais...

ArqueoBeira 2002

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Antigo Pelourinho de Belmonte - reconstituição de Jorge Braga da Costa in "Pelourinhos do Distrito de Castelo Branco" de Júlio Sousa

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