Trata-se de um núcleo de arte rupestre na margem direita do rio
Zêzere, junto à localidade de Barroca, concelho do Fundão. Por
enquanto trata-se de um conjunto de 4 gravuras divididas em 2
grupos: um com 3 cavalos e outro com a representação de um animal
indefinido.
Segundo alguns arqueólogos e numa análise preliminar, as gravuras,
bastante semelhantes às famosas gravuras de Foz Côa, deverão ser
contemporâneas das gravuras do Alto Tejo e poderão pertencer ao
Paleolítico Superior, devendo ter entre 15 a 20 mil anos.
Após esta descoberta, é possível traçar um eixo de
ocupação humana na Beira Interior durante o Paleolítico Superior,
onde se pode atestar da vital importância que os cursos de água
deverão ter tido como vias de comunicação primordiais, para além
de fontes de alimento.
O Rio Zêzere surge agora como ligação entre os
núcleos de Arte Rupestre do Vale do Alto Tejo e do Vale do Côa,
havendo ainda notícia de achados no rio Ceira.
A descoberta
destas gravuras ocorrida no dia 1 de Junho de 2003, deve-se ao
olhar atento de Diamantino Gonçalves, fotógrafo de profissão.
Caminhando pela zona em busca de cenários para ilustrar um livro
de Augusto Cardoso, o fotógrafo passou por ali e parou para
perscrutar a paisagem em busca de elementos que lhe chamassem a
atenção.