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O actual
concelho de Aguiar da Beira abrange um território que resulta
da agregação de três concelhos anteriormente existentes:
Aguiar da Beira, Pena Verde e Carapito. Por esta razão, o
desenvolvimento histórico destes territórios foi independente
até à sua unificação.

Não se
encontram referências em manuscritos a Aguiar da Beira
anteriores ao século XII, contudo toda esta região tem um
povoamento secular que remota até à pré-história,
encontrando-se abundantes
vestígios arqueológicos que atestam este facto. Povos como os
Iberos, os Túrdulos e os Celtas fizeram a passagem por esta
zona. Posteriormente, os Lusitanos habitaram o território,
construindo fortificações em locais estratégicos, como atestam
os castros cujas ruínas ainda hoje se podem ser encontradas no
concelho.
Com a invasão
da península, os romanos também instalar nesta região, tendo
sido o local onde hoje se situa a Vila de Aguiar provavelmente
uma fortificação romana.
Aguiar passou
para as mãos portucalenses na altura da reconquista, quando o
Rei D. Afonso VI de Leão doou ao conde D. Henrique, entre
outros, o território onde se encontra Aguiar da Beira. Em
1120, Da. Teresa, regente do condado por essa altura, outorga
à Vila o seu primeiro foral. Mais tarde D. Afonso II em 1220 e
D. Afonso III em 1258, renovam forais a Aguiar da Beira.
D. Dinis
emite outro foral à Vila de Aguiar e, no século XIV, manda
reconstruir o Castelo e institui a feira que viria a dar
notoriedade ao concelho e aumentar a sua influência na região.
Aguiar foi
novamente aforada por D. Manuel em 1512.
Em 1240 é
criado o concelho de Pena Verde, quando D. Sancho II concede o
foral a esta vila, a qual viria a ser novamente aforada em
1514 por D. Manuel. A área correspondente ao município
abrangia as freguesias de Pena Verde, Queriz, Dornelas e
Forninhos. Em 1836, Pena Verde deixava de ser concelho e, como
freguesia, passava a ser parte integrante do concelho de
Trancoso. Quando em 1840, o concelho de Aguiar da Beira sofre
uma reforma, Pena Verde é nele integrado.
Em 1514 D.Manuel concede foral à
vila de Carapito, constituindo um pequeno concelho, cujo
território compreendia as freguesias de Carapito, Eirado,
Valverde, Coruche e Cortiçada. O concelho é extinto com a
reforma de 1836 tornando-se parte integrante do concelho de
Aguiar da Beira.
Em 1534 Aguiar foi doada ao Conde de Vimioso, D.Francisco de
Portugal e com a criação da Casa do Infantado por D.João IV,
em 1564 a favor do seu filho D.Pedro, esta é constituída
donatária da Vila até à sua extinção em 1834.
No curto período que decorreu entre 26.06.1896 a 13.01.1898
Aguiar é integrada no concelho de Trancoso, por decreto real
de D.Carlos I, apesar dos veementes protestos por parte da
Câmara Municipal da altura.
Estes são os factos mais relevantes relativos à evolução
histórica de Aguiar da Beira. No presente século, à parte as
tomadas de posição em relação aos conturbados acontecimentos
após o estabelecimento da República em 1910, nada de notável
há a assinalar, verificando-se que o território do concelho
foi sendo vitima das assimetrias de desenvolvimento
verificadas no país, e das sucessivas vagas de
migração/emigração para os centros populacionais do litoral
para o estrangeiro e para a guerra colonial nos anos 60/70.
Nos últimos tempos tem-se verificado um esforço para o
desenvolvimento da região, consubstanciado sobretudo na
dotação de melhores vias de comunicação e na procura de uma
cobertura mais plena a nível de infra-estruturas de saneamento
básico e de equipamento colectivo.
A primeira
notícia que temos sobre a Vila de Oleiros data do ano de 1194.
Foi neste ano, a 13 de Junho, que D.Sancho I e a sua esposa
D.Dulce fizeram a oferta de terrenos a D.Afonso Pelágio,
Prior da Ordem do Hospital. No documento de doação dizia-se
que essas terras, entre as quais Oleiros, eram doadas para
sempre, à dita « Ordem » na pessoa de D.Afonso Pelágio e Irmão
da Ordem actuais e futuros. A 22 de Março de 1232, D.Sancho II
doou-a, de novo à Ordem do Hospital, representada então por
D.Mendo Gonçalves.
Esta Ordem do Hospital era uma instituição religioso-militar
que tivera grande importância na Palestina como defensora dos
lugares Santos. Deve o seu nome ao facto de ter sido criada em
Jerusalém em 1100 com o fim de cuidar dos doentes. Foi extinta
em 1834 pelo Papa Pio VI.
Há notícia de que os capítulos Gerais da Ordem do Hospital dos
anos 1260 e 1261 se terão realizado no Convento do Mosteiro
(povoação a 7 Km de Oleiros).
A vila de
Oleiros viria no Séc. XIX a sofrer devido às Invasões
Francesas, tendo a prova mais visível sido a destruição da
Capela de Santa Margarida.
A Capela de
Santa Margarida, que segundo reza a tradição, se encontrava
edificada no local denominado Portela, foi usada como paiol
aquando das invasões francesas. O General Massena, comandante
das tropas francesas, quando da sua passagem por esta Vila em
2 de Fevereiro de 1811, ordenou a sua destruição tendo sido
incendiada e ficando completamente em ruínas. A Imagem de
Santa Margarida apareceu mais tarde intacta no local que ficou
conhecido pelo nome de Horta da Santa, facto este que foi
considerado pelos Oleirenses, como milagre. A Capela
manteve-se em ruinas por vários anos, e durante os quais a
imagem foi recolhida na Igreja Matriz.
Por meados do século XIX foi erigida a actual Capela, para
onde passou a Imagem da Santa.
Fontes: Sites dedicados a Aguiar da Beira
http://www.terravista.pt/MeiaPraia/5185/