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ArqueoBeira - Recursos arqueológicos da Beira Interior. História das localidades  


  Castelo Branco
 


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Paleolítico e Proto-história – testemunhos arqueológicos provam que a região de Castelo Branco foi ocupada nestas épocas por povoamento disperso e por núcleos castrejos.

Séc. I a V, Época romana – Fundação da antiga cidade romana chamada Castra Leuca. Durante a romanização, o território integra-se na circunscrição da Egitânia, actual Idanha-a-Velha

Séc. VII a XI – A povoação mantém-se na diocese da Egitânia e sofre as devastações provocadas pela ocupação muçulmana e pela reconquista cristã.

1165 – D. Afonso Henriques, que conquistara esta região aos Mouros, fez doação à Ordem do Templo para que os Cavaleiros Templários a defendessem dos "infiéis".

1198 – D. Sancho I confirma a doação.

1209 – Documento de doação aos Templários de uma herdade, designada de Vila Franca da Cardosa, por um nobre chamado Fernando Sanches que reservava até à morte, para seu próprio usufruto, metade da vila. Uma população fixa residia já no monte de Cardosa.

1214 – D. Afonso II adquire de novo estas terras para a coroa e faz nova doação aos Templários, ficando estes na posse total da herdade, que comprometia, entre outras terras, o outeiro de Castelo Branco.

Primeiro foral da vila concedido pelo templário Pedro Alvito onde fica assente o restauro e o povoamento de Castelo Branco.

1230 – Primeira notícia documental da alcáçova de Castelo Branco.

1245 – Os templários são obrigados a ceder ao bispo da Guarda um local adequado à construção de uma nova casa, provavelmente no sítio da actual rua do Arco do Bispo, cuja cada apalaçada data dos começos do século XVI.

1271 – Data a partir da qual a Vila foi escolhida para a realização de vários capítulos da Ordem do Templo, até à extinção da Ordem.

1285 – D. Dinis e a sua esposa, D. Isabel (a Rainha Santa) visitaram Castelo Branco e o rei decide mandar restaurar as fortificações.

1383/85 – Reforço militar da Praça-Forte de Castelo Branco e das suas muralhas no contexto das guerras com Castela.

1390 – Primeira feira de Castelo Branco

1410 – D. João I cria nova feira durante quinze dias (14 de Abril a 1 de Maio)

1510 – D. Manuel visita a Vila e concede foral novo à cidade.

1514 – Primeiras referências à Misericórdia. Da primitiva igreja manuelina, obra de Simão da Silva, subsiste o portal e alguns vestígios. O hospital funcionava numa cada da Rua d’Ega.

1519 – Por disposição testamentária, os herdeiros de Rodrigo Rebelo mandaram edificar o Convento da Graça de que chegou até aos nossos dias o portal manuelino.

1535 – D. João III concede a Castelo Branco o título de "Vila Notável".

1596 – Construção duma "casa de campo" para o bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, no local do actual Paço Episcopal.

1601 – Primeira procissão à Senhora de Mércoles em voto por ter livrado a cidade de um surto epidémico.

Séc. XVII – Várias casas são construídas na Rua de Santa Margarida, antiga Rua Direita principal.

Reedificação da casa quinhentista de Bartolomeu da Fonseca, cujos descendentes, Albuquerque e Mesquitas, eram naturais de Castelo Branco. Esta Casa solarenga setecentista, fora de muros, abriga actualmente a Câmara Municipal.
Aparecem no período seiscentista os primeiros exemplares conhecidos de colchas bordadas.

Séc. XVIII – Grande parte da população extravasa as muralhas e estendia-se pelo campo. Os novos "bairros" eram organizados em redor de poços e chafarizes e eram em número de quatro: Fonte Nova, Oleiros, Cidade e S. Sebastião.

A zona desenvolve-se também consideravelmente e surgem vários palácios em particular o Solar das Caldeiras, o Solar dos Cardosos e o Solar dos Bejas, que respeitam, no entanto, a morfologia do urbanismo antigo.

1711 – D. João de Mendonça, bispo da Guarda, opta pela residência em Castelo Branco, com melhor clima, e manda reedificar o antigo paço. É o início da grande obra que compreende a Paço Episcopal (actualmente Museu), os jardins e a Quinta ajardinada.

1715 – D. João de Mendonça manda edificar o Recolhimento de Santa Maria Madalena, que começou a funcionar em 1753.

1743 – Construção do Solar dos Viscondes de Portalegre, actualmente ocupado pelo Governo Civil.

1760 – Criação de mais cinco feiras: São Marcos, Ascenção, São Pedro, São Gregório e São Francisco.

1762 –
Castelo Branco é atacado por forças militares hispano-francesas durante a Guerra dos Sete Anos.

1771 –
Criação da diocese e bispado de Castelo Branco. A igreja de S. Miguel (com raízes medievais e feição seiscentista) torna-se Sé até 1882. O Paço Episcopal passa a ser residência fixa e novas obras embelezam e aumentam a residência e os seus jardins.
D. José I eleva a vila à categoria de Cidade.

1779 –
D. Maria I cria no Convento da Graça uma escola das primeiras letras, gratuita, suportada pelo município e regida por Frei José de Domingos. Sé de Castelo Branco, antiga Igreja de S.Miguel

1803 –
Reedificação da Sé, ou antiga igreja de São Miguel. O culto tivera de ser transferido durante três anos para a Igreja de Santa Isabel por ter desabado o tecto da Sé.

1807 –
O general (mais tarde marechal) Junot com as suas tropas instalam-se em Castelo Branco durante a primeira invasão napoleónica e pilham e destroem a cidade.
Santa Maria do Castelo foi totalmente arruinada e reconstruída mais tarde.Encerramento da Escola do Convento da Graça.

1834 – População residente – 3817 habitantes

1835 –
A Câmara mandou construir arcos das portas das muralha, reaproveitando a silharia em obras públicas.
Depois da extinção das Ordens Religiosas em 1834, o convento da Graça acolhe a Misericórdia e o Governo Civil instala-se no antigo Paço Episcopal.

1848 – Começam as aulas do liceu que eram dadas nas casas dos professores.

1849 –
Construção da primeira estrada de "Mac Adam" entre Castelo Branco e Abrantes

1853 –
As malas do correio passam a chegar diariamente à cidade.

1858 –
Primeiro telégrafo

1860 –
Iluminação pública da cidade, a gás.

1882 –
Extinção do bispado de Castelo Branco.

1891 –
Inauguração da Linha da Beira Baixa.

1904 –
Primeiro cinema a funcionar num barracão da Devesa.

1905 –
Iluminação regular da cidade, a gerador.

1915 –
Inauguração do cinema Olímpia de Tomás Mendes.
Primeira lista de assinantes de telefone da Rede Pública.

1934 – A horta da antiga Quinta ajardinada do Paço Episcopal foi transformada em parque público.

1964 -
A Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais restaura o Paço Episcopal e instala o Museu Regional.

1971 –
Inauguração do Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

1976 –
O Museu Francisco Tavares Proença Júnior cria uma oficina de bordados regionais onde se reproduzem as genuínas colchas com técnicas e motivos do século XVIII, o período de apogeu dessa arte.

1979 –
Criação do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

1983/84 –
Escola Superior Agrária

1986/87 –
Escola Superior de Educação

1990/91 –
ISMAG/ISHT

1994/95 –
Um novo sistema viário liga Castelo Branco à capital e a outras cidades das Beiras por um sistema de vias rápidas. As novas acessibilidades reforçam a centralidade de Castelo Branco à escala regional.

1998 –
A Câmara Municipal de Castelo Branco adquire o ex-quartel da Devesa – Centro Cívico – depois de difíceis negociações com o Ministério da Defesa e com o Ministério das Finanças.
A autarquia compra ainda mais 122 hectares de terreno para ampliação da Zona Industrial de Castelo Branco.
Está aberto o caminho para um futuro radioso e optimista para a cidade e para o concelho de Castelo Branco.

Fonte: Câmara Municipal de Castelo Branco
http://www.cm-castelobranco.pt

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