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Penamacor é
uma vila, sede de concelho e de freguesia, distrito de Castelo
Branco, diocese da Guarda. O concelho tem 12 freguesias. O
concelho de Penamacor situa-se na Beira Baixa. A norte faz
limite com o concelho do Sabugal, a sul com a Idanha - a -
Nova, a oeste com o Fundão e a leste faz fronteira com a
Espanha.
As origens da história de Penamacor estão envoltas numa bruma
atribuída aos tempos antigos, dos quais quase nada se conhece.
Só a partir do reinado de D. Sancho I é que a história de
Penamacor se define com alguma clareza. Dizem alguns ter sido
esta vila pátria do rei Wamba, o famoso rei dos Godos que
governou a península desde 672 até 682. D. Sancho I,
conquistou Penamacor aos Mouros e reconstruiu-a. Deu-lhe foral
em 1180 e entregou-a aos Templários na figura do mestre D.
Gualdim Pais, que a fortificou.
O nome desta vila, segundo algumas pessoas, terá origem num
célebre bandido, que aqui terá habitado, de nome Macôr.
Segundo dizem, este salteador vivia numa caverna a que davam o
nome de Penha. Com o passar dos tempos, o nome adulterou-se e
passou a chamar-se Pena, ficando assim a terra a ser conhecida
por Penha de Macôr ou Pena Macôr.
Outros há que dizem ter havido uma luta feroz entre os seus
habitantes e salteadores, e que o sangue que as suas vítimas
derramaram era tanto e de tão má cor, que a vila ficou a ser
conhecida por Penha de má cor. Dizem outros também, que nesta
zona existiam duas povoações, ambas localizadas em montes,
Pena de Garcia e Pena Maior. Com a adulteração da pronúncia
Castelhana, Magor passou a ser Macor, dando origem a Pena
Macor.
Seja qual for a origem do nome, o certo é que representa uma
das vilas mais bonitas e castiças do País.
O desenvolvimento da vila, nos finais do século XII, deve-se à
necessidade de protecção da fronteira portuguesa, pelo que foi
construído um grande castelo, de que ainda hoje restam
vestígios, considerado monumento nacional.