clique para voltar atrás

ArqueoBeira - Recursos arqueológicos da Beira Interior. História das localidades  


  Proença-a-Nova
 


- voltar atrás -

"«... Nove léguas da villa do Crato para o Norte, e sete da villa de Castello Branco para o Poente, está situada a villa de Proença, a quem deo foral El'Rey D. Afonso o Terceiro. He povoação de 150 vizinhos» (Padre C. da Costa, em Corografia Portuguesa).

Proença-a-Nova é uma vila de grande antiguidade, fazendo-se remontar aos tempos da dominação Romana. Alguns achados arqueológicos e a existência de inúmeros topónimos de indubitável filiação latina, característica dos tempos de expansão, corroboram esta asserção.

Chamaram-lhe Cortiçada, nos seus primeiros anos, nome que só no séc. XVI foi definitivamente abandonado em favor do actual, talvez relacionado com a abundante produção de cortiça ou, mesmo, pelo elevado número de colmeias (cortiços) que, em tempos, foram de grande importância na região. O topónimo Proença, por seu turno, suscita maiores dúvidas.

Até à data do seu primeiro foral, pouco se sabe sobre a vila de Proença e o seu Concelho, mas crê-se que os seus habitantes se dedicariam essencialmente à pastorícia, fazendo-se a agricultura nas terras baixas, férteis e de fácil irrigação. A caça, então abundante e variada, constituiria outro dos mais importantes meios de subsistência. A povoação terá evoluído pouco significativamente até ser doada aos Monges da Ordem do Hospital. Estes, colaborando com os primeiros Reis no esforço do repovoamento e estabilização das populações nos locais mais ricos e de maior importância estratégica, adoptaram diversas medidas, desde a criação e defesa de novas terras, até à concessão de forais portadores de regalias de vária ordem, àquelas que o justificassem. E foi assim que, em 1244, o Prior de Hospital, Frei Rodrigo Egídio deu a Proença o primeiro foral, documento de grande importância, no seu tempo, estabelecendo as linhas gerais de conduta a seguir pelos seus habitantes, ao mesmo tempo que garantia a defesa dos seus direitos. (...) Este foral foi reformado em detrimento do "Foral Novo" dado a Proença, pelo Rei D. Manuel I em 1512.

(...) Após a extinção da Casa do Infantado em 1834, Proença passou, então, para o Distrito de Santarém e, em Novembro do ano seguinte, para o de Castelo Branco, onde se manteve até aos nossos dias. (...)

(...) Em meados do séc. XIX a área do concelho conheceu sucessivas alterações a par com os horrores das invasões Francesas, depois as lutas liberais, a só a partir de 1884 Proença começa a desenvolver e a criar estruturas de grande importância como as vias de comunicação e a instrução pública."
 

In "Monografia do Concelho de Proença-a-Nova"
P.e. Manuel Alves Catarino

 

- voltar atrás -