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ArqueoBeira - Recursos arqueológicos da Beira Interior. História das localidades  


  Vila Velha de Ródão
 


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Os vestígios que se encontram na zona de Vila Velha de Ródão fazem recuar a presença humana até ao Paleolítico, sendo que junto ao Tejo se encontra uma das maiores estações de arte rupestre ao ar livre em Portugal.

A presença visigótica confunde-se na lenda do Rei Wamba que teria mandado edificar o castelo de que hoje já só resta a torre de menagem.

O concelho de Vila Velha de Ródão fazia parte da Herdade da Açafa, doada aos templários pelo Rei Sancho I em 1189, e o seu povoamento é anterior à formação da nacionalidade. Não se lhe conhece foral.

A sua área constituía um ponto estratégico na delimitação das fronteiras cristãs, face aos muçulmanos, e na garantia da liberdade de navegação do Tejo, daí advindo a necessidade de edificação do castelo das Portas de Ródão.

A existência do pelourinho manuelino confirma a autonomia municipal posterior ao sec. XIII.

Em 1708, Ródão era vigairaria da Ordem de Cristo, Comenda do Conde de Athouguia e contava apenas 160 fogos.

Em 1768 já era vila do Bispado da Guarda e contava 172 fogos.

O Censo de 1864 atribuiu-lhe 355 fogos e 1454 habitantes e o de 1878 deu-lhe 430 fogos e 1652 habitantes.

Em 1708, o concelho compreendia já as mesmas quatro freguesias de hoje - Vila Velha de Rodam, Alfrívida (actualmente é Perais a sede de freguesia), Sarnadas e Fratel- e contava com um total de 560 fogos.

A importância de Ródão advém do Porto do Tejo que dava passagem a uma estrada comercial e pastoril, fundamental para o desenvolvimento das regiões da Beira Baixa e Alentejo. O tráfego fluvial foi muito activo até à construção do caminho-de-ferro, em 1885-93, que o substituiu.
Do ponto de vista estratégico-militar, nos séculos XVIII e XIX, ocorreram em Vila Velha de Ródão um conjunto de acções militares- no contexo da Guerra dos Sete Anos e das Invasões Francesas- que colocam esta vila nos anais da História de Portugal e cujas obras de defesa são ainda hoje visíveis.

Apesar da sua importância estratégica, parece inegável que no início do sec. XIX Ródão se apresentava em decadência.

No último quartel do sec. XIX , a construção da ponte metálica e do caminho-de-ferro contribuiram decisivamente para o desenvolvimento do concelho. Foi também nesta altura que se introduziu a olivicultura intensiva nesta região, que tão marcadamente contribuiu para as alterações na paisagem e economia locais.

A partir de 1971, a implantação da unidade fabril Celtejo (depois Portucel) significará a materialização da opção industrial por parte deste concelho, com as consequentes transformações ambientais, sociais e económicas.

 

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