Barroca (Fundão)
Gravuras rupestres
no rio Zêzere
Índice
rápido:
Investigações
em Julho
-
Descoberta
acidental
- A arte
rupestre na região
- Recortes de
imprensa
Consulte
também:
Ficha interactiva do Núcleo de Arte Rupestre da Barroca no
Roteiro Arqueológico com panorâmica 360º e guia das gravuras.
Clique aqui.
Foram
descobertas gravuras rupestres junto ao rio Zêzere, junto à
localidade de Barroca, Concelho do Fundão. A existência
destas gravuras, cuja descoberta foi acidental, está já a
provocar grande agitação na comunidade científica e irão ser
objecto de estudo muito em breve.
Foi
descoberto aquilo que pode ser um núcleo de arte rupestre
nas margens do rio Zêzere, junto à localida de Barroca,
concelho do Fundão. Por enquanto trata-se de um conjunto de
4 gravuras divididas em 2 grupos: um com 3 cavalos e outro
com a representação de um animal indefinido. Ao local
deslocaram-se de imediato os arqueólogos da empresa
ArqueoNova que têm vindo a dirigir os trabalhos de escavação
no castelo de Castelo Novo, os Drs Silvina Silvério e André
Teixeira, que atestaram da autenticidade das gravuras.
De acordo
com os seus testemunhos, e após um estudo mais cuidado, as
gravuras, bastante semelhantes às famosas gravuras de Foz
Côa, deverão ser contemporâneas das gravuras do Tejo e
poderão pertencer ao Paleolítico Superior, devendo ter cerca
de 20 mil anos.
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Investigações em Julho
Ao local já
se deverá ter deslocado um grupo de arqueólogos, liderados
pelo Dr António Baptista, director do Centro Nacional de
Arte Rupestre, especialista na matéria que se vinha
dedicando ao estudo da arte rupestre do vale do Tejo.
Por outro
lado, também o IPPAR já foi notificado pela Câmara Municipal
do Fundão, autarquia que, pela voz do seu presidente, não
esconde a satisfação por este achado que pode vir a ser
fundamental na revitalização da região.
Aguarda-se
por um estudo exaustivo da zona, estudo esse que deverá
ocorrer no próximo mês, onde, para além da investigação
dedicada às gravuras, se vai proceder a uma investigação da
zona, em busca de indícios de ocupação humana da época.
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Descoberta acidental
A
descoberta destas gravuras ocorrida no passado dia 1 de
Junho, deve-se ao olhar atento de Diamantino Gonçalves,
fotógrafo de profissão. Caminhando pela zona em busca de
cenários para ilustrar um livro de Augusto Cardoso, o
fotógrafo passou por ali e parou para perscrutar a paisagem
em busca de elementos que lhe chamassem a atenção.
Subitamente, sobre as rochas desenharam-se-lhe ao olhar as
formas artísticas que outrora alguém, talvez igualmente
fascinado com a beleza do local, ali havia deixado. Irónico
é que já muitas vezes Diamantino Gonçalves havia estado no
local sem nunca ter notado as gravuras.
Sublinhe-se
que esta descoberta não é única na carreira deste homem. Já
antes, noutras caminhadas pela Serra da Maúnça, havia
descoberto vestígios romanos.
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A Arte
Rupestre da região
Após
esta descoberta, é possível traçar um eixo de ocupação
humana na Beira Interior durante o Paleolítico Superior,
onde se pode atestar da vital importância que os cursos de
água deverão ter tido como vias de comunicação primordiais,
para além de fontes de alimento.
O Rio
Zêzere surge agora como ligação entre os núcleos de Arte
Rupestre do Vale do Alto Tejo e do Vale do Côa, havendo
ainda notícia de achados no rio Ceira.
Reportagem
ArqueoBeira por
David Caetano e
Pedro Brito
Agradecimentos:
Rádio Cova da Beira
outras fontes:
Jornal do Fundão
Diário XXI
20 de Junho
de 2003
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Na Imprensa:
"
DESCOBERTA ARTE RUPESTRE NO FUNDÃO
O Centro Nacional de
Arte Rupestre confirmou a existência de uma representação de
arte rupestre do paleolítico superior, entre 35 mil e 10 mil
a.c., nas rochas do vale do Zêzere, no Fundão, uma descoberta
casual realizada por um fotógrafo. A descoberta ocorreu no
passado dia 1 de Junho quando Diamantino Gonçalves, 49 anos,
reparou casualmente num painel rochoso representando um grupo
de cavalos. O fotógrafo encontrava-se no local, com o
companheiro de trabalho Belarmino Lopes, com o objectivo de
fazer o levantamento dos rochedos da região para ilustrar um
livro de Augusto Cardoso sobre o rio e a terra de Barroca do
Zêzere. As gravuras , localizadas junto ao Poço do Caldeirão,
perto da ermida da Senhora da Rocha, foram analisadas por
arqueólogos da Universidade Nova de Lisboa, que certificaram a
sua autenticidade. Entretanto, o director do Centro Nacional
de Arte Rupestre, António Martinho Baptista, visitou o local
confirmando o valor arqueológico do achado. As imagens, que
datam do paleolítico superior, dividem-se em dois painéis, um
representando três cavalos e outro apenas um animal. O local
vai ser agora alvo de um levantamento arqueológico, não sendo
excluída a possibilidade de surgirem outras descobertas do
género nas margens do Zêzere.
..."
(ver notícia...)
in
Correio da Manhã
20 de Junho
"
Há gravuras rupestres no rio Zêzere!
Tudo indica que um
núcleo de gravuras rupestres foi encontrado no rio Zêzere, na
freguesia da Barroca, e as primeiras investigações realizadas
por arqueólogos, no local, apontam que o achado poderá
pertencer ao paleolítico superior, com um horizonte temporal
de cerca de 20 mil anos. Os estudos no local vão continuar nas
próximas semanas.
..."
(ver notícia...)
in
Jornal do Fundão
19 de junho
Foram encontradas gravuras rupestres no
concelho do Fundão
Os achados arqueológicos que poderão existir ha mais de 12 mil
anos foram encontrados nas margens do rio Zezêre na freguesia
da Barroca. Ao local deslocaram-se técnicos do Centro de Arte
Rupestre, a autarquia já informou o Instituto Português de
Arqueologia e o Ministério da Cultura. O presidente da
autarquia Fundanense sublinha a importância da descoberta "que
vem completar o quadro do que foi a existência humana na bacia
hidrográfica do Côa, Tejo e Zezêre", já que segundo o autarca
trata-se da primeira gravura rupestre encontrada no vale do
Zezêre.
(ver notícia...)
in
Centro Fundão
19 de Junho
"
Gravuras Rupestres descobertas no
concelho do Fundão
Foram encontradas
gravuras rupestres no concelho do Fundão. Os achados
arqueológicos que poderão existir ha mais de 12 mil anos foram
encontrados nas margens do rio Zezêre na freguesia da Barroca.
Ao local deslocaram-se técnicos do Centro de Arte Rupestre, a
autarquia já informou o Instituto Português de Arqueologia e o
Ministério da Cultura. O presidente da autarquia Fundanense
sublinha a importância da descoberta "que vem completar o
quadro do que foi a existência humana na bacia hidrográfica do
Côa, Tejo e Zezêre", já que segundo o autarca trata-se da
primeira gravura rupestre encontrada no vale do Zezêre.
..."
in
RCB
18 de Junho
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